Eu (Ary Buarque RECOMENDO).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

GUIA DA DANÇA EM ALAGOAS

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Dançar samba, swing, forró, tango, zouk, salsa,
jazz, hip hop, enfim...
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sempre sinônimo de pura diversão e relaxamento.
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O FOLCLORE ALAGOANO COM ARY BUARQUE

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O FOLCLORE ALAGOANO
Alagoas é entre todos os Estados brasileiros o que possui o maior número de folguedos populares. São registrados pelos estudiosos do assunto cerca de vinte e nove folguedos e danças alagoanas, a saber: quatorze natalinos, dois de festas religiosas, quatro carnavalescos, quatro carnavalescos com estruturas simples, dois torés e três danças.
Para termos uma melhor compreensão apresentamos uma classificação dessas manifestações.
FOLGUEDOS NATALINOS
Baianas
Bumba meu Boi
Cavalhada
Chegança
Fandango
Guerreiro
Maracatu
Marujada
Pastoril
Pastoril Profano
Presépio
Reisado
Quilombo
Taieiras

FOLGUEDOS RELIGIOSOS
Mané do Rosário
Bandos

FOLGUEDOS CARNAVALESCOS
Cambindas
Negras da Costa
Samba de Matuto
Caboclinhas

FOLGUEDOS CARNAVALESCOS COM ESTRUTURA SIMPLES
Boi de Carnaval
Ursos de Carnaval
Gigantões (bonecas)
A Cobra Jararaca

OS TORÉS
Toré do Índio
Toré de Xangô
Rodas de Adultos.

BAIANAS
Este folguedo não possui um enredo determinado. As baianas cantam uma seqüência constituída de marchas de entrada ou abrição de sede, peças variadas e por fim a despedida. Personagens: grupo de dançadores. Trajes: vestes convencionais de baianas. Instrumentos: percussão.
BUMBA MEU BOI
Auto popular de temática pastoril que tem na figura do boi o personagem principal. Sua apresentação em Alagoas é semelhante a um teatro de revista. Consta de desfile de bichos que dançam ao som de cantigas entoadas por cantadores e acompanhadas por conjunto musical. Instrumentos: percussão e apito.
CABOCLINHAS
Dança cortejo, sem enredo ou drama. Forma de reisado, no qual os personagens se vestem de penas. Originário dos maracatus pernambucanos com elementos do reisado alagoano, a exemplo das baianas e samba de matuto. Personagens: mestre, contramestre, embaixadores, vassalos, mateus, rei, lira, general, borboleta, estrela de ouro, rei Catulé e caboclinha. Trajes: cocar, tanga, braceletes e perneiras de penas de peru, colares, brincos de dente, conchas ou sementes. Instrumentos: banda de pífanos.
CAVALHADA
Cortejo e torneio a cavalo, em que a parte mais importante consiste na retirada de uma argolinha, com a ponta da lança, em plena corrida. Os doze cavaleiros ou pares são divididos em cordões azul e encarmado. Tem origem nos torneios medievais.
CHEGANÇA
Auto marítimo existente em Alagoas é a versão das Mouriscadas da Península Ibérica e das danças Mouriscas da Europa. Quase todo bailado e cantado, realiza-se em uma barcaça armada especialmente para este fim. Personagens: almirante, capitão, Capitão de mar e guerra, mestre piloto, mestre patrão, padre-capelão ,doutor cirurgião, oficiais inferiores, marujos e dois gajeiros. Trajes: à maruja. Instrumentos: pandeiro.
COCO ALAGOANO
Dança de origem africana, cantada e acompanhada pelas batidas dos pés ou tropel. Também denominada pagode ou samba. Surge na época junina ou em outras ocasiões para se festejar acontecimentos importantes da comunidade. Personagens: mestre e dançadores. Traje: roupa do dia a dia. Variações do estilo: coco solto, quadra, embolado, coco de entrega, coco de dez pés, praieiro, bambelô, zambê, coco de roda e samba de coco.
FANDANGO
Auto dramático de temática náutica, como a chegança. Entoam cantigas náuticas de diversas épocas e origens, algumas sem dúvida portuguesas que falam de suas grandes navegações. Personagens: almirante, capitão, capitão de mar e guerra, mestre piloto, mestre patrão, oficiais, marujos e gajeiro. Trajes: oficiais com quepe de pala, paletó azul marinho com camisa e gravata preta, ornado de platinas e alamares, calças brancas, espadas e espadins; marujos de gorro e blusa maruja da mesma cor que a dos oficiais. Instrumentos: rabeca e viola.
GUERREIRO
Auto genuinamente alagoano, misto de reisados alagoanos e do antigo e desaparecido auto dos Caboclinhas da chegança e dos pastoris, surgido entre os anos de 1927 e 1929. Trajes: multicoloridos, usando-se fitas, espelhos, diademas, mantos e contas aljôfares. Personagens: rei, rainha, índio Peri e seus vassalos, lira. Instrumentos: sanfona, tambor e pandeiro.
PASTORIL
É um fragmento dos presépios, constituído por jornadas soltas, executado-se a de boa noite e a da despedida. Personagens: mestra, contramestra, diana, as pastorinhas, o pastor e a borboleta. Trajes: saias, blusas, faixas, aventais, chapéu de palhinha, nas cores azul e encarnado. Levam um pandeiro feito de lata, com cabo e sem tampa, ornado de fita com a cor do cordão a que pertence. Acompanhamento: conjunto de percussão e sopro.
REISADO
Auto popular profano religioso, formado por vários grupos de músicos, cantores e dançadores apresentando vários episódios. Sincretizou-se, no Estado, com o auto dos congos ou rei dos congos.
Personagens: rei, rainha, embaixador, mestre ou secretário de sal, contramestre, mateus e palhaço. Trajes: saiote de cetim colorido, chapéu de aba larga guarnecido de espelhos redondos, flores artificiais e fitas variadas. Instrumentos: sanfona, tambor e pandeiro.
VAQUEJADA
Pega do Boi, Corrida de Mourão ou como é mais conhecida Vaquejada é um esporte caro pois necessita de local apropriado para sua prática diferente dos tempos em que Lampião e seus "Cabras" o praticavam nas caatingas. Geralmente corre-se vaquejada por dupla, uma vez que um dos vaqueiros faz o papel de "esteira", para que o boi não saia pelo lado oposto ao do "puxador", que segurando a cauda do animal, faz força para derrubá-lo de patas para cima. Na vaquejada cada lance envolve risco e exige coragem é realmente como dizem os que dela participam: "um esporte de cabra macho". Traje: Comum geralmente com as proteções usadas pelos vaqueiros.

DATAS IMPORTANTES EM ALAGOAS COM ARY BUARQUE

DATAS IMPORTANTES EM ALAGOAS COM ARY BUARQUE
JANEIRO
Dia 01 - Dia da Confraternização Universal
             Emancipação Política de Girau do Ponciano
             Emancipação Política de Ibateguara
Dia 02 - Emancipação Política de Maravilha
Dia 06 - Dia de Reis
Dia 20 - Emancipação Política de Poço das Trincheiras
Dia 28 - Emancipação Política de Pariconha

FEVEREIRO
Dia 01 - Emancipação Política de Atalaia
Dia 02 - Emancipação Política de Olivença
Dia 04 - Emancipação Política de Jacuípe
Dia 14 - Emancipação Política de Delmiro Gouveia

MARÇO
Dia 01 - Dia do Turismo
Dia 03
- Emancipação Política de Pão de Açúcar
Dia 08 - Dia Internacional da Mulher
Dia 11 - Emancipação Política de Chã Preta
Dia 16 - Emancipação Política de Quebrangulo
             Emancipação Política de Pilar
Dia 25 - Emancipação Política de Mar Vermelho
Dia 27 - Dia do Teatro

ABRIL
Dia 12 - Emancipação Política de Penedo
             Emancipação Política de Porto Calvo
Dia 21 - Dia de Tiradentes
Dia 22 - Dia do Descobrimento do Brasil
Dia 28 - Emancipação Política de Flexeiras
Dia 24 - Emancipação Política de Água Branca
             Emancipação Política de Belo Monte
             Emancipação Política de Matriz de Camaragibe
             Emancipação Política de Santana do Ipanema

MAIO
Dia 01 - Dia Internacional do Trabalho
Dia 16 - Emancipação Política de Igreja Nova
             Emancipação Política de Murici
             Emancipação Política de Traipú
Dia 17 - Emancipação Política de Jaramataia
Dia 19 - Emancipação Política de Branquinha
Dia 22 - Emancipação Política de Cajueiro
Dia 31 - Emancipação Política de Limoeiro de Anadia
             Emancipação Política de Piaçabuçu
             Emancipação Política de São Sebastião

JUNHO
Dia 03 - Emancipação Política de Piranhas
Dia 05 - Dia Mundial Meio Ambiente
             Emancipação Política de Mata Grande
Dia 07 - Emancipação Política de Porto Real do Colégio
Dia 09 - Emancipação Política de Campo Alegre
             Emancipação Política de Porto de Pedras
Dia 13 - Dia do Turista
Dia 14 - Emancipação Política de Passo de Camaragibe
             Emancipação Política de Santana do Mundaú
Dia 15 - Emancipação Política de Junqueiro
             Emancipação Política de Monteirópolis
Dia 20 - Emancipação Política de Colônia de Leopoldina
Dia 21 - Emancipação Política de Ouro Branco
Dia 23 - Emancipação Política de Coruripe

JULHO
Dia 06 - Emancipação Política de Messias
Dia 07 - Emancipação Política de São Miguel dos Milagres
Dia 08 - Emancipação Política de Dois Riachos
Dia 13 - Emancipação Política de Rio Largo
Dia 18 - Emancipação Política de Anadia
Dia 19 - Emancipação Política de Japaratinga
Dia 26 - Emancipação Política de Carneiros

AGOSTO
Dia 02 - Emancipação Política de Barra de São Miguel
             Emancipação Política de São Luiz do Quitunde
Dia 07 - Emancipação Política de Feliz Deserto
Dia 17 - Emancipação Política de Satuba
Dia 20 - Emancipação Política de Barra de Santo Antônio
             Emancipação Política de Palmeira dos Índios
Dia 22 - Emancipação Política de Canapi
             Emancipação Política de Inhapi
             Emancipação Política de Olho d’Água do Casado
             Dia Nacional do Folclore
Dia 23 - Emancipação Política de Santa Luzia do Norte
Dia 24 - Emancipação Política de Belém
             Emancipação Política de Maribondo
             Emancipação Política de Taquarana
Dia 25 - Emancipação Política de Joaquim Gomes
Dia 26 - Emancipação Política de Jundiá
Dia 27 - Dia de Nossa Senhora dos Prazeres (Padroeira de   Maceió)
             Emancipação Política de Minador do Negrão
Dia 28 - Emancipação Política de Lagoa da Canoa

SETEMBRO
Dia 07 - Independência do Brasil
Dia 14 - Emancipação Política de Olho d'Água Grande
Dia 16 - Emancipação Política do Estado de Alagoas
             Emancipação Política de Marechal Deodoro
Dia 17 - Emancipação Política de Major Izidoro
Dia 19 - Emancipação Política de Cacimbinhas
Dia 21 - Emancipação Política de Coité do Noia
Dia 29 - Emancipação Política de São Miguel dos Campos

OUTUBRO
Dia 01 - Emancipação Política de São Braz
Dia 04 - Emancipação Política de Igaci
Dia 02
- Emancipação Política de Paripueira
Dia 12 - Dia de Nossa Senhora Aparecida (Padroeira do Brasil )
Dia 13 - Emancipação Política de União dos Palmares
             Emancipação Política de Viçosa
Dia 16 - Emancipação Política de Capela
Dia 30 - Emancipação Política de Arapiraca

NOVEMBRO
Dia 09 - Emancipação Política de Jacaré dos Homens
Dia 11 - Emancipação Política de Boca da Mata
Dia 15 - Emancipação Política de Coqueiro Seco
Dia 19 - Dia da Bandeira
Dia 20 - Dia de Zumbi

DEZEMBRO
Dia 01 - Emancipação Política de Novo Lino
             Emancipação Política de Tanque d'Arca
Dia 02 - Emancipação Política de Maragogi
             Emancipação Política de Olho d'Água das Flores
             Emancipação Política de Paulo Jacinto
Dia 08 - Dia de Nossa Senhora da Conceição
Dia 12 - Emancipação Política de Teotônio Vilella
Dia 18 - Emancipação Política de Roteiro
Dia 22 - Emancipação Política de Batalha
Dia 24 - Emancipação Política de São José da Tapera
Dia 25 - Dia de Natal
Dia 31 - Dia da passagem do ano

História de Alagoas com ary buarque

História de Alagoas com ary buarque
Mapa  do Estado de Alagoas
 
Estado de Alagoas
Localizado na Região Nordeste,  Alagoas abriga um litoral rico em belezas naturais, cheio de áreas de mangue e lagoas, que pode ser percorrido pela BR-101 A estrada acompanha toda a costa. desde a foz do rio  São Francisco, que desenha a fronteira  sul do Estado com Sergipe, até o norte, entrando em Pernambuco.
Alagoas depende das grandes plantações de cana-de-açúcar, que se estendem do litoral á Zona da Mata, sendo o maior  produtor de cana do Nordeste, com 28 milhões de toneladas, em 2001 Alagoas só fica atrás de São Paulo no ranking nacional Mais de 90% da exportação do estado sai dos canaviais, 75% em açúcar, 17% em  álcool.
Além da cana, as culturas agrícolas de importância para o Estado são algodão, fumo, mandioca, milho e coco, possuindo uma renda per capita  um pouco abaixo da média do  país.
Na última década, cresceu a atividade do turismo, sendo construídos vários hotéis, pousadas, bem como desenvolvidos planos e programas de incentivo ao turista.  O principal destino dos turistas no Estado não é, apenas, a cidade de  Maceió,  pois outras cidades  como Barra de São Miguel, Barra de Santo Antonio, Paripueira, Marechal Deodoro e a histórica cidade de Penedo, também, são visitadas pelos que fazem turismo em Alagoas.
Praias  belíssimas e  culinária rica e diversificada, à base de frutos do mar, são os principais atrativos. Como prato típico  do litoral é oferecido  o  sururu, espécie de marisco retirado do fundo das lagoas  Manguaba  e Mundaú.
O Estado desenvolveu e consolidou sua economia, baseada nos engenhos de açúcar e na criação de gado, em que predominava o trabalho escravo de negros e mestiços. Entre os séculos XVI e XVII, piratas estrangeiros atacam sua costa, atraídos pelo pau-brasil, e a região é invadida pelos holandeses. Para manter o domínio do território, os colonizadores entram em choque com os nativos e dizimam tribos indígenas e hostis, como os caetés A partir do fim do século XVI, Alagoas e Pernambuco sediam o mais importante centro de resistência dos negros, o Ouilombo dos Palmares, destruído em 1694 por Domingos Jorge Velho, após quase um século de existência, na Serra da Barriga no Município de União dos Palmares-AL terra do Zumbi.
Na maior parte do período colonial, Alagoas pertenceu á capitania de Pernambuco Tornou-se comarca em 1711 e separou-se em 1817, para se transformar em capitania autônoma A separação foi uma espécie de represália do governo central à Revolta Pernambucana  Com a independência do Brasil, em 1822, é convertida em província. Em 1839, Maceió passou a ser a nova capital, em substituição à cidade de Alagoas. Hoje denominada de  Marechal Deodoro  Mesmo no período republicano, Alagoas manteve  as características econômicas e sociais de seu passado colônia, mantendo uma  economia agrícola da Zona da Mata e do Agreste e, paralelamente,  desenvolvendo  o setor industrial, com investimentos na exploração de petróleo e do sal-gema e em outras indústrias de médio e pequeno porte.
DADOS GERAIS
GEOGRAFIA Área 2 7.818.5 km2  Relevo: planície litorânea, planalto a N e depressão no centro Ponto mais elevado: Serra Santa Cruz (844 m) Principais Rios:  São Francisco,  Mundaú e Paraíba. Com 102  Municípios, sendo os  mais populosos: Maceió (796 842). Arapiraca (186 356). Palmeira dos Índios (68.002), Rio Largo (62 408), União dos Palmares (58 608), Penedo (56 970), São Miguel dos Campos (51.433), Corunpe (48.635).
POPULAÇÃO —2.819 (2000) Densidade: 101,3 hab 1km2 (2000) Cresc. dem.: 1,3% ao ano (1991-2000)..

 Titulares do Governo Estadual
  ALAGOAS - AL

18.11.1889
a
21.11.1889
Junta Governativa
AURELIANO AUGUSTO DE AZEVEDO PEDRA
Major
MANOEL RIBEIRO BARRETO DE MENEZES
RICARDO BRENAND MONTEIRO
Major
21.11.1889
a
02.12.1889
TIBÚRCIO VALÉRIO DE ARAÚJO
02.12.1889
a
18.12.1890
PEDRO PAULINO DA FONSECA
Coronel
ROBERTO CALHEIROS DE MELLO
Vice-Governador
18.12.1890
a
12.06.1891
MANOEL DE ARAÚJO GÓES
12.06.1891
a
14.06.1891
PEDRO PAULINO DA FONSECA
Coronel
14.06.1891
a
23.11.1891
MANOEL DE ARAÚJO GÓES
Vice-Governador
23.11.1891
a
28.11.1891
Junta Governativa
JOSÉ CORREIA TELES
Tenente-Coronel
MANOEL RIBEIRO BARRETO DE MENEZES
JACINTHO DE ASSUNÇÃO PAES DE MENDONÇA
CARLOS JORGE CALHEIROS DE LIMA
Capitão
28.11.1891
a
24.04.1892
MANOEL GOMES RIBEIRO
Barão de Traipu
Presidente do Senado do Estado
24.04.1892
a
16.06.1894
GABINO SUZANO DE ARAÚJO BESOURO
16.06.1894
a
17.07.1894
Junta Governativa
MANOEL SAMPAIO MARQUES
JOSÉ TAVARES DA COSTA
Coronel
FRANCISCO SOARES PALMEIRA
17.07.1894
a
17.10.1894
TIBÚRCIO VALERIANO DA ROCHA LINS
17.10.1894
a
14.01.1896
MANOEL GOMES RIBEIRO
Barão de Traipu
Presidente do Senado do Estado

Substitutos
DARIO CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE
JOSÉ DA ROCHA CAVALCANTE
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA PORTO
 
14.01.1896
a
12.06.1897
JOSÉ VIEIRA PEIXOTO
Vice-Governador
12.06.1897
a
12.06.1899
MANOEL JOSÉ DUARTE
12.06.1899
a
12.06.1900
FRANCISCO MANOEL DOS SANTOS PACHECO
Vice-Governador
12.06.1900
a
12.06.1903
EUCLIDES VIEIRA MALTA

JOSÉ MIGUEL DE VASCONCELOS
Coronel
Substituto
12.06.1903
a
12.06.1906
JOAQUIM PAULO VIEIRA MALTA
12.06.1906
a
03.03.1909
EUCLIDES VIEIRA MALTA
03.03.1909
a
12.06.1909
JOSÉ MIGUEL DE VASCONCELOS
Coronel
12.06.1909
a
13.03.1912
Substituto
MACÁRIO DAS CHAGAS ROCHA LESSA
Coronel
13.03.1912
a
12.06.1912
MACÁRIO DAS CHAGAS ROCHA LESSA
Coronel
12.06.1912
a
12.06.1915
CLODOALDO DA FONSECA
Coronel

Substituto
JOSÉ FERNANDES DE BARROS LIMA
12.06.1915
a
12.06.1918
JOÃO BATISTA ACIOLY JÚNIOR

Substituto
FRANCISCO DA ROCHA CAVALCANTE
12.06.1918
a
01.05.1921
JOSÉ FERNANDES DE BARROS LIMA

Substituto
JOSÉ PAULINO DE ALBUQUERQUE SARMENTO
01.05.1921
a
12.06.1921
MANOEL CAPITOLINO DA ROCHA CARVALHO
Cônego
Vice-Presidente do Senado do Estado
12.06.1921
a
12.06.1924
JOSÉ FERNANDES DE BARROS LIMA
12.06.1924
a
07.06.1928
PEDRO DA COSTA RÊGO
07.06.1928
a
12.06.1928
JOSÉ JÚLIO CANSANÇÃO
Vice-Presidente do Senado Estadual
12.06.1928
a
10.10.1930
ÁLVARO CORREIA PAES
14.10.1930
a
09.08.1931
HERMILO DE FREITAS MELRO
09.08.1931
a
31.10.1931
LUIZ DE FRANÇA ALBUQUERQUE
Tenente-Coronel
31.10.1931
a
25.10.1932
TASSO DE OLIVEIRA TINOCO
Capitão
25.10.1932
a
10.01.1933
LUIZ DE FRANÇA ALBUQUERQUE
Tenente-Coronel

Substituto
OSCAR JUGURTA COUTO
10.01.1933
a
02.03.1934
FRANCISCO AFONSO DE CARVALHO
Capitão
02.03.1934
a
01.05.1934
TEMÍSTOCLES VIEIRA DE AZEVEDO
Capitão
01.05.1934
a
26.03.1935
OSMAN LOUREIRO DE FARIAS
26.03.1935
a
10.05.1935
EDGAR DE GÓES MONTEIRO
10.05.1935
a
27.05.1935
BENEDITO AUGUSTO DA SILVA, Major
27.05.1935
a
31.10.1940
OSMAN LOUREIRO DE FARIAS
31.10.1940
a
01.02.1941
JOSÉ MARIA CORREIA DAS NEVES
01.02.1941
a
10.11.1945
ISMAR DE GÓES MONTEIRO, Capitão
10.11.1945
a
18.12.1945
EDGAR DE GÓES MONTEIRO
18.12.1945
a
26.03.1947
ANTONIO GUEDES DE MIRANDA
29.03.1947
a
31.01.1951
SILVESTRE PÉRICLES DE GÓIS MONTEIRO
31.01.1951
a
31.01.1956
ARNON AFFONSO DE FARIAS MELLO
31.01.1956
a
31.01.1961
SEBASTIÃO MARINHO MUNIZ FALCÃO

Substituto
SIZENANDO NABUCO
31.01.1961
a
31.01.1966
LUIZ DE SOUZA CAVALCANTE
General
31.01.1966
a
15.08.1966
JOÃO JOSÉ BATISTA TUBINO
General
15.08.1966
a
15.03.1971
ANTÔNIO SEMEÃO DE LAMENHA FILHO
15.03.1971
a
15.03.1975
AFRÂNIO SALGADO LAGES
15.03.1975
a
14.08.1978
DIVALDO SURUAGY
14.08.1978
a
14.09.1978
ERNANDES LOPES DORVILLÉ
14.09.1978
a
15.03.1979
GERALDO MEDEIROS DE MELO
15.03.1979
a
15.03.1982
GUILHERME GRACINDO SOARES PALMEIRA
15.03.1982 a 15.03.1983
THEOBALDO VASCONCELOS BARBOSA
Vice -Governador
15.03.1983
a
14.05.1986
DIVALDO SURUAGY
15.05.1986
a
15.03.1987
JOSÉ DE MEDEIROS TAVARES
Vice-Governador
15.03.1987
a
14.05.1989
FERNANDO AFFONSO COLLOR DE MELLO
Observação: Desincompatibilizou-se do cargo para concorrer à Presidência da República.
14.05.1989
a
15.03.1990
MOACIR LOPES DE ANDRADE
Vice-Governador
15.03.1991
a
01.01.1995
GERALDO BULHÕES BARROS

FRANCISCO ROBERTO HOLLANDA DE MELLO
Vice-Governador

OSCAR FONTE LIMA
Presidente da Assembléia Legislativa
01.01.1995
a
17.07.1997
DIVALDO SURUAGY
MANOEL GOMES DE BARROS
Vice-Governador
17.07.1997
a
01.01.1999
MANOEL GOMES DE BARROS
01.01.1999
a
01.01.2003
RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS
GERALDO COSTA SAMPAIO
Vice-Governador
 01.01.2003
a
31.03.2006
RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS
Observação: Desincompatibilizou-se do cargo para concorrer a Senador da República.

LUIS ABÍLIO DE SOUSA NETO
Vice-Governador
31.03.2006
a

01.01.2007
LUIS ABÍLIO DE SOUSA NETO
01.01.2007
a
TEOTÔNIO BRANDÃO VILELA FILHO

JOSÉ WANDERLEY NETO
Vice-Governador


DATAS IMPORTANTES
JANEIRO
Dia 01 - Dia da Confraternização Universal
             Emancipação Política de Girau do Ponciano
             Emancipação Política de Ibateguara
Dia 02 - Emancipação Política de Maravilha
Dia 06 - Dia de Reis
Dia 20 - Emancipação Política de Poço das Trincheiras
Dia 28 - Emancipação Política de Pariconha

FEVEREIRO
Dia 01 - Emancipação Política de Atalaia
Dia 02 - Emancipação Política de Olivença
Dia 04 - Emancipação Política de Jacuípe
Dia 14 - Emancipação Política de Delmiro Gouveia

MARÇO
Dia 01 - Dia do Turismo
Dia 03
- Emancipação Política de Pão de Açúcar
Dia 08 - Dia Internacional da Mulher
Dia 11 - Emancipação Política de Chã Preta
Dia 16 - Emancipação Política de Quebrangulo
             Emancipação Política de Pilar
Dia 25 - Emancipação Política de Mar Vermelho
Dia 27 - Dia do Teatro

ABRIL
Dia 12 - Emancipação Política de Penedo
             Emancipação Política de Porto Calvo
Dia 21 - Dia de Tiradentes
Dia 22 - Dia do Descobrimento do Brasil
Dia 28 - Emancipação Política de Flexeiras
Dia 24 - Emancipação Política de Água Branca
             Emancipação Política de Belo Monte
             Emancipação Política de Matriz de Camaragibe
             Emancipação Política de Santana do Ipanema

MAIO
Dia 01 - Dia Internacional do Trabalho
Dia 16 - Emancipação Política de Igreja Nova
             Emancipação Política de Murici
             Emancipação Política de Traipú
Dia 17 - Emancipação Política de Jaramataia
Dia 19 - Emancipação Política de Branquinha
Dia 22 - Emancipação Política de Cajueiro
Dia 31 - Emancipação Política de Limoeiro de Anadia
             Emancipação Política de Piaçabuçu
             Emancipação Política de São Sebastião

JUNHO
Dia 03 - Emancipação Política de Piranhas
Dia 05 - Dia Mundial Meio Ambiente
             Emancipação Política de Mata Grande
Dia 07 - Emancipação Política de Porto Real do Colégio
Dia 09 - Emancipação Política de Campo Alegre
             Emancipação Política de Porto de Pedras
Dia 13 - Dia do Turista
Dia 14 - Emancipação Política de Passo de Camaragibe
             Emancipação Política de Santana do Mundaú
Dia 15 - Emancipação Política de Junqueiro
             Emancipação Política de Monteirópolis
Dia 20 - Emancipação Política de Colônia de Leopoldina
Dia 21 - Emancipação Política de Ouro Branco
Dia 23 - Emancipação Política de Coruripe

JULHO
Dia 06 - Emancipação Política de Messias
Dia 07 - Emancipação Política de São Miguel dos Milagres
Dia 08 - Emancipação Política de Dois Riachos
Dia 13 - Emancipação Política de Rio Largo
Dia 18 - Emancipação Política de Anadia
Dia 19 - Emancipação Política de Japaratinga
Dia 26 - Emancipação Política de Carneiros

AGOSTO
Dia 02 - Emancipação Política de Barra de São Miguel
             Emancipação Política de São Luiz do Quitunde
Dia 07 - Emancipação Política de Feliz Deserto
Dia 17 - Emancipação Política de Satuba
Dia 20 - Emancipação Política de Barra de Santo Antônio
             Emancipação Política de Palmeira dos Índios
Dia 22 - Emancipação Política de Canapi
             Emancipação Política de Inhapi
             Emancipação Política de Olho d’Água do Casado
             Dia Nacional do Folclore
Dia 23 - Emancipação Política de Santa Luzia do Norte
Dia 24 - Emancipação Política de Belém
             Emancipação Política de Maribondo
             Emancipação Política de Taquarana
Dia 25 - Emancipação Política de Joaquim Gomes
Dia 26 - Emancipação Política de Jundiá
Dia 27 - Dia de Nossa Senhora dos Prazeres (Padroeira de   Maceió)
             Emancipação Política de Minador do Negrão
Dia 28 - Emancipação Política de Lagoa da Canoa

SETEMBRO
Dia 07 - Independência do Brasil
Dia 14 - Emancipação Política de Olho d'Água Grande
Dia 16 - Emancipação Política do Estado de Alagoas
             Emancipação Política de Marechal Deodoro
Dia 17 - Emancipação Política de Major Izidoro
Dia 19 - Emancipação Política de Cacimbinhas
Dia 21 - Emancipação Política de Coité do Noia
Dia 29 - Emancipação Política de São Miguel dos Campos

OUTUBRO
Dia 01 - Emancipação Política de São Braz
Dia 04 - Emancipação Política de Igaci
Dia 02
- Emancipação Política de Paripueira
Dia 12 - Dia de Nossa Senhora Aparecida (Padroeira do Brasil )
Dia 13 - Emancipação Política de União dos Palmares
             Emancipação Política de Viçosa
Dia 16 - Emancipação Política de Capela
Dia 30 - Emancipação Política de Arapiraca

NOVEMBRO
Dia 09 - Emancipação Política de Jacaré dos Homens
Dia 11 - Emancipação Política de Boca da Mata
Dia 15 - Emancipação Política de Coqueiro Seco
Dia 19 - Dia da Bandeira
Dia 20 - Dia de Zumbi

DEZEMBRO
Dia 01 - Emancipação Política de Novo Lino
             Emancipação Política de Tanque d'Arca
Dia 02 - Emancipação Política de Maragogi
             Emancipação Política de Olho d'Água das Flores
             Emancipação Política de Paulo Jacinto
Dia 08 - Dia de Nossa Senhora da Conceição
Dia 12 - Emancipação Política de Teotônio Vilella
Dia 18 - Emancipação Política de Roteiro
Dia 22 - Emancipação Política de Batalha
Dia 24 - Emancipação Política de São José da Tapera
Dia 25 - Dia de Natal
Dia 31 - Dia da passagem do ano



O FOLCLORE ALAGOANO
Alagoas é entre todos os Estados brasileiros o que possui o maior número de folguedos populares. São registrados pelos estudiosos do assunto cerca de vinte e nove folguedos e danças alagoanas, a saber: quatorze natalinos, dois de festas religiosas, quatro carnavalescos, quatro carnavalescos com estruturas simples, dois torés e três danças.
Para termos uma melhor compreensão apresentamos uma classificação dessas manifestações.
FOLGUEDOS NATALINOS
Baianas
Bumba meu Boi
Cavalhada
Chegança
Fandango
Guerreiro
Maracatu
Marujada
Pastoril
Pastoril Profano
Presépio
Reisado
Quilombo
Taieiras

FOLGUEDOS RELIGIOSOS
Mané do Rosário
Bandos

FOLGUEDOS CARNAVALESCOS
Cambindas
Negras da Costa
Samba de Matuto
Caboclinhas

FOLGUEDOS CARNAVALESCOS COM ESTRUTURA SIMPLES
Boi de Carnaval
Ursos de Carnaval
Gigantões (bonecas)
A Cobra Jararaca

OS TORÉS
Toré do Índio
Toré de Xangô
Rodas de Adultos.

BAIANAS
Este folguedo não possui um enredo determinado. As baianas cantam uma seqüência constituída de marchas de entrada ou abrição de sede, peças variadas e por fim a despedida. Personagens: grupo de dançadores. Trajes: vestes convencionais de baianas. Instrumentos: percussão.
BUMBA MEU BOI
Auto popular de temática pastoril que tem na figura do boi o personagem principal. Sua apresentação em Alagoas é semelhante a um teatro de revista. Consta de desfile de bichos que dançam ao som de cantigas entoadas por cantadores e acompanhadas por conjunto musical. Instrumentos: percussão e apito.
CABOCLINHAS
Dança cortejo, sem enredo ou drama. Forma de reisado, no qual os personagens se vestem de penas. Originário dos maracatus pernambucanos com elementos do reisado alagoano, a exemplo das baianas e samba de matuto. Personagens: mestre, contramestre, embaixadores, vassalos, mateus, rei, lira, general, borboleta, estrela de ouro, rei Catulé e caboclinha. Trajes: cocar, tanga, braceletes e perneiras de penas de peru, colares, brincos de dente, conchas ou sementes. Instrumentos: banda de pífanos.
CAVALHADA
Cortejo e torneio a cavalo, em que a parte mais importante consiste na retirada de uma argolinha, com a ponta da lança, em plena corrida. Os doze cavaleiros ou pares são divididos em cordões azul e encarmado. Tem origem nos torneios medievais.
CHEGANÇA
Auto marítimo existente em Alagoas é a versão das Mouriscadas da Península Ibérica e das danças Mouriscas da Europa. Quase todo bailado e cantado, realiza-se em uma barcaça armada especialmente para este fim. Personagens: almirante, capitão, Capitão de mar e guerra, mestre piloto, mestre patrão, padre-capelão ,doutor cirurgião, oficiais inferiores, marujos e dois gajeiros. Trajes: à maruja. Instrumentos: pandeiro.
COCO ALAGOANO
Dança de origem africana, cantada e acompanhada pelas batidas dos pés ou tropel. Também denominada pagode ou samba. Surge na época junina ou em outras ocasiões para se festejar acontecimentos importantes da comunidade. Personagens: mestre e dançadores. Traje: roupa do dia a dia. Variações do estilo: coco solto, quadra, embolado, coco de entrega, coco de dez pés, praieiro, bambelô, zambê, coco de roda e samba de coco.
FANDANGO
Auto dramático de temática náutica, como a chegança. Entoam cantigas náuticas de diversas épocas e origens, algumas sem dúvida portuguesas que falam de suas grandes navegações. Personagens: almirante, capitão, capitão de mar e guerra, mestre piloto, mestre patrão, oficiais, marujos e gajeiro. Trajes: oficiais com quepe de pala, paletó azul marinho com camisa e gravata preta, ornado de platinas e alamares, calças brancas, espadas e espadins; marujos de gorro e blusa maruja da mesma cor que a dos oficiais. Instrumentos: rabeca e viola.
GUERREIRO
Auto genuinamente alagoano, misto de reisados alagoanos e do antigo e desaparecido auto dos Caboclinhas da chegança e dos pastoris, surgido entre os anos de 1927 e 1929. Trajes: multicoloridos, usando-se fitas, espelhos, diademas, mantos e contas aljôfares. Personagens: rei, rainha, índio Peri e seus vassalos, lira. Instrumentos: sanfona, tambor e pandeiro.
PASTORIL
É um fragmento dos presépios, constituído por jornadas soltas, executado-se a de boa noite e a da despedida. Personagens: mestra, contramestra, diana, as pastorinhas, o pastor e a borboleta. Trajes: saias, blusas, faixas, aventais, chapéu de palhinha, nas cores azul e encarnado. Levam um pandeiro feito de lata, com cabo e sem tampa, ornado de fita com a cor do cordão a que pertence. Acompanhamento: conjunto de percussão e sopro.
REISADO
Auto popular profano religioso, formado por vários grupos de músicos, cantores e dançadores apresentando vários episódios. Sincretizou-se, no Estado, com o auto dos congos ou rei dos congos.
Personagens: rei, rainha, embaixador, mestre ou secretário de sal, contramestre, mateus e palhaço. Trajes: saiote de cetim colorido, chapéu de aba larga guarnecido de espelhos redondos, flores artificiais e fitas variadas. Instrumentos: sanfona, tambor e pandeiro.
VAQUEJADA
Pega do Boi, Corrida de Mourão ou como é mais conhecida Vaquejada é um esporte caro pois necessita de local apropriado para sua prática diferente dos tempos em que Lampião e seus "Cabras" o praticavam nas caatingas. Geralmente corre-se vaquejada por dupla, uma vez que um dos vaqueiros faz o papel de "esteira", para que o boi não saia pelo lado oposto ao do "puxador", que segurando a cauda do animal, faz força para derrubá-lo de patas para cima. Na vaquejada cada lance envolve risco e exige coragem é realmente como dizem os que dela participam: "um esporte de cabra macho". Traje: Comum geralmente com as proteções usadas pelos vaqueiros.

O GOGÓ-DA-EMA
Sobre o Gogó-da-Ema, o maior símbolo de Maceió, o historiador Luis Veras Filho, num excelente trabalho publicado pela Fundação Teatro Deodoro, da série Maceió - História e Costumes, assim se manifesta:
"Uma onda de tristeza, lamentos e protestos invadiu Maceió na manhã do dia 28 de julho de 1.955, ao ser divulgado, amplamente, o tombamento - no sentido drástico do vocábulo - do "Gogó-da-Ema".
Lá estava, deitado, moribundo, na areia alva da Ponta Verde, a palmácea poética da cidade. Há muito que se esperava o espetáculo. Os jornais e a população clamavam por uma proteção mais segura ao coqueiro.
Desprezado pelas autoridades, apesar de gabado e sempre apresentado por todos os maceioenses aos visitantes da cidade, o "Gogó-da-Ema" , às 16;30 hs. do dia 27 de julho de 1.955, teve sua proteção fortemente invadida pelas águas impetuosas do Atlântico; e, finalmente, sem mais se conter em suas raízes, caiu, naquela encantadora hora de início de crepúsculo, como são os fins-de-tarde da Pajuçara e da Ponta Verde.
O "Gogó-da-Ema" desafiava a lei da gravidade, o que fazia com que houvesse a necessidade do máximo de fixação ao solo para que permanecesse de pé. Mas, o que ele mereceu das autoridades foi apenas um punhado de barro em sua base e um cais-de-proteção de troncos e coqueiros, estacas de madeira e pedaços de arrecifes extraídos do local, juntados com cimento, de pouca resistência, que a preamar, sempre debelando, aos poucos foi tornando sua queda iminente.
Nunca se pôde compreender o esquecimento a que o governo relegou o coqueiro-aleijão, cujo defeito o tornou motivo histórico para nossa capital. Estranhável o descuido do poder público, depois que a fama da inditosa palmeira atravessou os limites do estado para torná-la conhecida no país e no estrangeiro, através de postais, gravuras, fotografias, panfletos e "posters" , nos interessantes aspectos colhidos pela habilidade dos fotógrafos amadores e profissionais, nas manhãs tranqüilas e cheias de luz, como nas noites poéticas, com a lua a surgir dentre as nuvens, através da sua fronde majestosa a dominar a paisagem.
O "Gogó-da-Ema" vivia por todas as partes: na vitrine dos estúdios; nos álbuns de seus mostruários; na bela coleção de fotografias colorizadas que enriqueciam e encantavam o atelier de Arnaldo Goulart; nas telas de José Paulino; nas luxuosas latas dos biscoitos "Brandim" . Por toda a parte estava o "Gogó-da-Ema".
O local onde ele dominava tornara-se o ponto-de-encontro escolhido dos namorados e das conquistas arriscadas. Nas tardes amenas, era o passeio preferido pelo encanto maravilhoso da paisagem marítima e pelos que se deliciavam com a água saborosa do coco verde.
Nas noites de luar, o "Gogó-da-Ema" foi testemunha discreta e muda dos encontros felizes, das confissões apaixonadas que ouvia, dos devaneios, dos íntimos aconchegos amorosos a que assistia impassível. Ele atraía, com um estranho magnetismo, os namorados, como se fosse tal como Vênus da mitologia, inspirando mais o amor, lançando nos pensamentos palavras carinhosas que transmitimos àqueles que amamos...
Lembro-me, quando menino, vi o "Gogó-da-Ema" pela primeira vez: o dia era claro e a luminosidade cobria a terra; e eu, boquiaberto, admirava aquela silhueta que se lançava ao mar e ao firmamento. Fiquei deslumbrado por algum tempo, olhando aquela paisagem maravilhosa que mais parecia imaginária...
Veio o entardecer, uma brisa suave agitava os meus cabelos salgados, o vento tornava-me sonolento, o manto escuro começava a substituir a luminosidade do sol que se tornava rubro cada vez mais, tornando a paisagem tão bonita que nenhum pintor deste universo, por gênio que fosse, conseguiria transpor para sua tela.
Era, o "Gogó-da-Ema", o coqueiro fenomenal que, acidentalmente, cresceu - a Natureza, para ser retilínea, às vezes entorta - daquela forma : na parte inferior da curva pronunciada do "Gogó", havia cicatrizes de traumatismos causados por pequenos insetos que, com certeza, afirmaram agrônomos da época, deram-lhe aquela forma. Era uma espécie de monumento da Natureza, o qual, naquela solidão, vivia confortado pela lembrança de todos os que o visitavam para ver se, de fato, aquele vegetal tinha mesmo, no tronco, a curva parecida com a do pescoço dos pernaltas.
Ele ficava na ponta do semi-cabo que conhecemos como Ponta-Verde, como se fosse um farol, mostrando as adjacências dos pontos-de-partida dos destemidos jangadeiros. E, naquele recanto, ele era como se fosse uma pessoa contando-nos uma história que só terminava quando se saía de lá. O coqueiro amigo era como recanto para todas as idades, porque era o recanto para todas as mocidades.
Quando foi plantado e quem o plantou, isso ninguém descobriu. Quem o batizou, ninguém o sabe; mas, segundo Roberto Stukert, um repórter-fotográfico que foi quem mais o retratou, quem oficializou o nome foi o então Deputado e escritor Mendonça Júnior, que havia, também, sido Diretor do Departamento Estadual de Cultura.
Segundo se afirmava, o coqueiro-símbolo de Maceió existia desde os meados dos anos 10, no sítio outrora pertencente a Francisco Venâncio Barbosa, mais conhecido como Chico Zu. No início era pouquíssimo conhecido, e quem o fosse ver arriscava-se a ser mordido por cães que guardavam o local.
Além do descaso das autoridades, outro motivo que provocou sua morte, segundo consta, se deu a partir de 1.930, quando, próximo ao local, uma empresa norte-americana perfurou vários poços em busca de petróleo; os alicerces de uma das torres ainda estão lá até hoje. Com isso, o mar começou a avançar, derrubando vários coqueiros, fazendo com que se pudesse divisar o "Gogó" ao longe, quer da praia de Pajuçara, quer do mar.
Mas o mar continuava a avançar, pondo em risco a famosa palmeira. Veio então a construção do Porto de Jaraguá, que ocasionou mais acentuadamente a invasão marítima, quando a Prefeitura construiu o bisonho cais-de-proteção, que não resistiu à fúria do mar.
José Dias de Oliveira, empregado na propriedade onde ficava o "Gogó", que já pertencia ao sr. Álvaro Otacílio, foi quem viu o coqueiro cair:
"... Ele não caiu de uma vez. Foi aos pouquinhos. Foi caindo e, já em baixo, despencou com mais violência, com um barulho seco."
A queda do referido vegetal chegou a merecer uma ampla reportagem em " O Cruzeiro ", a melhor revista brasileira da época, ilustrada com fotografias dele, imponente, majestoso e, depois, sucumbido.
Tentaram ressuscitar o coqueiro, com a participação de centenas de pessoas, autoridades e agrônomos, além do Corpo de Bombeiros, o qual, com a ajuda de um guindaste, ergueu a árvore. Essa iniciativa foi encabeçada pelo jornalista Carivaldo Brandão. Mas, em 1.956, foi, o "Gogó-da-Ema" , dado como morto definitivamente.
Sobre ele, é importante transcrever, aqui, palavras do ilustre folclorista Théo Brandão :
" É verdade que o "Gogó-da-Ema" é um aleijão. Mas há harmonia em suas linhas. Quanto ao mais, o povo já o elegeu como símbolo da cidade. Significa uma preciosidade da terra. Como folclorista, temos obrigação a zelar pelos que, mesmo sem serem feitos pelo povo, são entronizados como símbolos pelas camadas populares. Aliás, no material da Comissão de Folclore de Alagoas, o "Gogó-da-Ema" aparece como símbolo".
O saudoso coqueiro, como já foi dito, sempre foi muito querido pelos namorados, a quem acolhia nas manhãs e tardes ensolaradas, ou nas noites de luar. Talvez, por isso, tantas visitas teve depois de moribundo. A solidariedade foi tamanha, que parecia que todos eram parentes do coqueiro.
E, mesmo sendo o "Gogó-da-Ema" o recanto predileto dos namorados, que lá se encontravam cheios de amor, por incoerência morreu por falta desse sentimento."
  Publicada no Boletim Alagoano de Folclore No 11, de 1.987, a lenda do Gogó-da-Ema é relatada da seguinte maneira, por Maria Aída Wucherer Braga:
"Narra uma velha lenda: era uma vez uma índia morena, virgem de corpo e de coração.
Habitava a taba dos guerreiros caetés, tecia redes e se enfeitava de penas. Mirava o rosto nas águas claras da lagoa e corria pela mata, ouvindo o grito da araponga e respondendo ao canto da cauã.
Um dia ouviu-se um brado de guerra e os guerreiros partiram manejando os tacapes.
Os arcos retezados expediam flechas e eram tantas que se confundiam no ar.
Três sois lutaram sem descanso e sem cansaço. Ao alvorecer do quarto dia voltaram triunfantes.
Entre os troféus, traziam preso um inimigo. Começaram os festejos. O indio era forte e era belo. Não queria ser sacrificado. Pediu para lutar e venceu três embates.
Não se mata um herói entre os índios. Só os civilizados têm medo da coragem e do heroísmo dos outros.
A virgem caeté apaixonou-se pelo índio prisioneiros e fugiram na calada da noite.
Andavam sol a sol. À noite deitavam-se na terra e suas bocas sedentas de água e sedentas de amor se encontravam na escuridão. Recomeçavam a caminhada com a aurora.
A índia definhava. Seus passos já não eram ágeis, seus membros pesavam, seus olhos ofuscados pela claridade dos dias de sol procuravam a terra e a cabeça pendia-lhe no peito.
E a marcha prosseguia em busca de outras terras.
Um dia viram água, muita água. Era a imensidão do mar.
Exausta, ela se deitou na beira da praia deserta. Suas forças chegavam ao fim.
Desesperado, ele pediu a Tupã que o transformasse em uma árvore cujo fruto tivesse água doce para matar a sede à sua amada, polpa para mitigar-lhe a fome, óleo para untar seus pés cansados e palmas longas para abrigar na sombra seu corpo franzino.
Tupã atendeu. Transformou-o em coqueiro, o primeiro coqueiro que houve sobre a terra.
Na ânsia de crescer, ele elevou o tronco muito acima das areias brancas e ela não alcançou seus frutos pendentes.
Então, num esforço gigantesco, ele se curvou para a praia, abaixando o tronco poderoso.
A índia já não resistia. Com as mãos estendidas para colher os frutos de água doce e polpa macia, sua alma voara em direção às nuvens.
Novamente, num esfoço supremo, ele movimentou o tronco para o alto e ergueu a copa verde carregada de frutos para o céu.
Até morrer ele ficou ali numa praia de Alagoas, embalando nas palmas adejantes, a alma fugitiva de sua amada".
fonte:site tribunal de contas de alagoas