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terça-feira, 3 de agosto de 2010

O que é Folclore? com Ary Buarque al

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Coluna com Ary Buarque - Você Sabia? 

O que é Folclore? 
A formação Artística divide-se em duas correntes a Erudita: de Caráter acadêmico, são as Artes Plásticas Propriamente ditas: Pintura, Escultura, Arquitetura, Teatro, Musica e Dança. E manifestações que expressão elementos artísticos sem influência acadêmica, são tradições culturais transmitidas na grande maioria das vezes de forma oral, é o Popular: manifestações folclóricas como: Danças, Musicas, Religião, Festas, Brincadeiras infantis, Típicas, superstições, lendas, mitos dentre outras.

O Folclore é: O conjunto de manifestações de caráter popular de um povo, ou seja, é o conjunto de elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter de tradicional destas representações, sempre transmitidas de uma geração para outra através da prática
(os pais ensinam aos filhos, que desde pequeninos já praticam). O folclore varia bastante de um Pais para o outro, e até mesmo dentro de um Estado é bastante variável, pois as diferenças entre as regiões são muito grandes. No caso do Brasil o folclore foi resultado da união da Cultura a partir da miscigenação de três povos (Europeu, Africano, Ameríndio ). O que resultou é que em muitas regiões brasileiras o folclore é muito diferente, pois devido às influências de cada um destes povos formadores do Brasil, algumas regiões apresentam uma maior tendência a uma origem mais detalhada, por exemplo, no Nordeste na zona Litorânea as presenças das influências indígenas, Portuguesas e negras são que quase igualadas, já mais para o Sertão a presença da Cultura negra não é muito marcante como no litoral.
Lembrando que as manifestações folclóricas brasileiras, na sua grande maioria são manifestações de caráter de um povo mestiço, ou seja, sofrem influência de diversas raças, mas apresenta características próprias e que também a grande maioria são manifestações completas em caráter artístico, pois possuem elementos do Teatro, Dança, Musica e Artes Plásticas.
O termo Folk-Lore foi empregado pela primeira vez em 22 de agosto de 1846. Donde fica agosto consagrado ao Folclore. Cultura, antropologicamente, é tudo aquilo que o homem faz, material e não materialmente, excluídas as necessidades fisiológicas. Também de difícil conceituação é a palavra povo. Aqui deve ser tomado como todos os participantes de uma comunidade. Folk-Lore, por ser formado de termos de duas línguas diferentes, leva a equívocos. Folk quer dizer povo; lore, o saber, o conhecimento, o costume. Pode-se afirmar: Folclore é o saber vulgar do povo. Não transmitido através de escolas e nem de livros e sim por imitação ou por força de tanto ver e ouvir. Para ser determinado como Fato inteiramente folclórico:
a) ser transmitido oralmente, de boca em boca, e não por meios eletromecânicos, como rádio, disco e livro.
b) ser social, praticado por muitos e não por uma só pessoa.7
c) ser espontâneo, livre. Quando o professor dá um provérbio para ser analisado sintaticamente pelos alunos, aí não há o fato folclórico. Já quando dito pelo mesmo professor ou pelos anos, espontaneamente, para explicar ou justificar um fato, nesse caso há o fato folclórico.
d) ser anônimo, não se conhece o autor de superstição,de uma dança popular, de um provérbio ou adivinhas.

Esclarecimento:

Já foi, dito por diversas vezes que o gestual foi a primeira forma de comunicação do homem. E a dança, sua primeira forma de expressão - expressão essencialmente grupal e circular, oblacional, invocativa ou evocativa. O tempo passou e a função desta dança mudou. Melhor dizendo, se diversificou se enriqueceu.

Hoje, os homens dançam por espírito lúdico, socializante, extravasamento de alegria, comemoração de vitórias, celebração de fatos. Dança como expressão estética, arte. Mas continuou a dançar de forma louvacional, ritual, homenageando seus deuses e invocando seus antepassados.

Assim é que se pode observar o universo da dança no Brasil, hoje: - Expressões folclóricas/populares; danças da moda, que se divulgam através dos veículos de comunicação de massa e se popularizam, são consumidas e substituídas no tempo estabelecido pela mídia; uma grande gama de expressões estéticas, com jeito brasileiro de ser ou sintonizadas com estilos internacionais de dança.

Nossas considerações se voltarão para as danças folclóricas brasileiras, também denominadas danças populares, bem como para as projeções estéticas das mesmas.

Ao lado destas, autônomas ou inseridas em folguedos, ligadas intimamente à vida e aos calendários das comunidades, podemos apontar a existência dos grupos denominados para-folclóricos e os balés-folclóricos, grupos cênicos que se multiplicaram depois da década de 60. A função dos seus trabalhos e atuações não se confunde com aquela das danças e folguedos, em seus contextos originais.

"São grupos para-folclóricos os organizados nas escolas, clubes sociais e outras associações, com fins educativos, recreativos e de documentação e os grupos profissionais ou semi-profissionais que se organizam especialmente para apresentações para turistas, ou que acompanham shows de conjuntos musicais regionais." (Roberto Benjamim).

Acrescente-se que, no geral, os grupos para-folclóricos restringem-se à projeção estética de algumas das danças de suas regiões de origem.

Ao lado destes, os Balés Folclóricos (denominação adotada internacionalmente) ou Balés Populares, de estruturas mais complexas, caracterizam-se como grupos de repertório, essencialmente cênicos.

Uns e outros se dedicam à observação e/ou pesquisa das manifestações folclóricas/originais/rituais, e à sua posterior reelaboração/recriação cênica. Não devem ser confundidos com os grupos folclóricos.



A este tipo de atividade artística convencionou-se chamar aproveitamento, reelaboração, aplicação ou projeção estética de folclore. Mas tais denominações só são facilmente assimiláveis junto aos círculos de pesquisadores e especialistas, sendo no geral recebidas com muita estranheza. Necessitam sempre de muita explicação. Sinal de que não conseguem comunicar. Precisariam ser revistas?

E nestes tempos de globalização permanecemos confiantes, como muitos dos que nos antecederam:

"A esta fluidez, esta flexibilidade, esta dinâmica de acrescer, subtrair, incorporar, reinterpretar, próprio das manifestações populares, deve-se ter em conta que um grande número de estudos folclóricos foi realizado em nível de registro de uma observação local, sem qualquer preocupação em estabelecer uma contextualização, sem relacionar com outras manifestações culturais e com a vida social da comunidade, sem análise comparativa com manifestações; sem levar em conta à história da comunidade, a origem da sua população, as migrações, etc."

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